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Fundos de Investimentos. Fique por dentro de como funciona essa modalidade de investimento!

Atualizado: 3 de out. de 2022


Fundo de Investimento é uma comunhão de recursos, constituído sob a forma de condomínio, destinado à aplicação em ativos financeiros. Trata-se de uma estrutura formal de investimento coletivo, em que diversos investidores reúnem seus recursos para investir de forma conjunta no mercado financeiro.


O funcionamento dos fundos obedece a normas da CVM e a um regulamento próprio, principal documento do fundo, em que são estabelecidas as regras relativas ao objetivo, à política de investimento, aos tipos de ativo negociados, aos riscos envolvidos nas operações, às taxas de administração e outras despesas.


Os fundos podem ser uma alternativa de investimento interessante para o investidor. Mas, como existem diferentes tipos de fundos e considerando que esta modalidade de investimento apresenta características específicas, é sempre importante conhecer um pouco mais antes de investir.




Cotas


Um fundo é organizado sob a forma de condomínio e seu patrimônio é dividido em cotas, cujo valor é calculado diariamente por meio da divisão do patrimônio líquido pelo número de cotas do fundo.


O patrimônio líquido é calculado pela soma do valor de todos os títulos e do valor em caixa, menos as obrigações do fundo, inclusive aquelas relativas à sua administração. As cotas são frações do patrimônio do fundo.


Exemplo: Um investidor aplica R$2.000,00 em cotas de um fundo que, na data do investimento, possui um patrimônio líquido de R$500.000,00 e 100.000 cotas.

A partir destas informações, é possível calcular:


O valor da cota na data da aplicação: R$500.000,00 / 100.000 = R$5,00

O número de cotas adquiridas pelo investidor: R$2.000,00 / R$5 = 400

Total de cotas do fundo após a aplicação: 100.400

Patrimônio Líquido após a aplicação: R$502.000,00

Valor da cota após a aplicação: R$502.000,00 / 100.400 = R$5,00.


Como deveria ser, a entrada de um novo cotista não altera a posição dos demais cotistas do fundo.


Supondo que, num determinado intervalo de tempo, o patrimônio líquido sofra um aumento de 20% (sem considerar a entrada ou saída de cotistas). Neste caso, o valor da cota aumentará (R$602.400,00 / 100.400 = R$6,00), da mesma forma como o valor a resgatar (400 x R$6,00 = R$2.400,00).


E se quisermos calcular a rentabilidade no período, basta dividir o valor da cota no resgate pelo valor na data da aplicação e ajustar para percentual: R$6,00 / R$5,00 = 20%, conforme o aumento do valor do patrimônio líquido.


Fundos abertos ou Fundos fechados

Os fundos de investimento podem ser organizados sob a forma de condomínios abertos ou fechados.


Os fundos abertos são definidos como aqueles em que os cotistas podem solicitar o resgate de suas cotas a qualquer tempo. Na prática, nos fundos abertos é permitida a entrada de novos cotistas ou o aumento da participação dos antigos através de novos investimentos, assim como é permitida a saída de cotistas, por meio de resgates de cotas.


Entretanto, é importante lembrar que o administrador pode suspender, a qualquer momento, novas aplicações no fundo, desde que tal suspensão se aplique indistintamente a novos investidores e cotistas atuais.


Desse modo, não permitindo mais a entrada de novos cotistas ou o aumento da participação dos atuais.


Além disso, o administrador poderá declarar o fechamento do fundo para a realização de resgates, em casos excepcionais de iliquidez dos ativos financeiros componentes da carteira do fundo, inclusive em decorrência de pedidos de resgates incompatíveis com a liquidez existente, ou que possam implicar alteração do tratamento tributário do fundo ou do conjunto dos cotistas, em prejuízo destes últimos, sendo obrigatória a convocação de Assembleia Geral Extraordinária, nas condições estabelecidas na regulamentação.


Fundos fechados, por outro lado, são aqueles em que as cotas somente são resgatadas ao término do prazo de duração do fundo. A entrada e a saída de cotistas não é permitida. Após o período de captação de recursos pelo fundo, não são admitidos novos cotistas nem novos investimentos pelos antigos cotistas (embora possam ser abertas novas fases de investimento, conhecidas no mercado como "rodadas de investimento").


Neste caso, as cotas poderão ser negociadas em mercado secundário.


Os fundos fechados podem ser registrados para negociação de cotas em mercados administrados pela B3. Assim, quando um cotista pretende comprar ou vender cotas de um fundo fechado, como os Fundos de Investimento Imobiliário - FII, por exemplo, pode enviar suas ordens por uma corretora para o sistema de negociação da B3 no qual a cota esteja registrada.


Taxas


Antes de investir e na hora de comparar diferentes fundos é importante estar atento aos seus custos. Entre eles, as taxas cobradas pelos administradores pelos serviços prestados são relevantes e merecem a atenção dos investidores.


As mais comuns são a taxa de administração e a taxa de performance. Alguns fundos podem também cobrar taxas de ingresso (no momento da aplicação) e de saída (no momento do resgate).


A taxa de administração é um encargo cobrado pelo administrador do fundo como remuneração pela prestação dos serviços de administração, gestão da carteira, e demais serviços necessários ao funcionamento do fundo.


O regulamento tem que estabelecer qual a taxa de administração será cobrada pelo administrador.


Como não há limites mínimo e máximo do percentual que pode ser cobrado como taxa de administração, o investidor deve estar atento e comparar.


O administrador não pode aumentar a taxa de administração sem prévia aprovação da assembleia geral, mas o administrador pode reduzir unilateralmente a taxa, comunicando o fato a CVM e aos cotistas.


Taxa de performance


É uma taxa cobrada, nos termos do regulamento, quando o resultado do fundo supera um certo patamar previamente estabelecido. É uma espécie de remuneração baseada no resultado, um prêmio cobrado pelo administrador caso a rentabilidade do fundo seja superior à do referencial estabelecido.


Nem todos os fundos podem cobrar taxa de performance. Portanto, esteja atento ao regulamento e à lâmina de informações essenciais.


A cobrança da taxa de performance deve atender aos seguintes critérios:


Vinculação a um parâmetro de referência compatível com a política de investimento do fundo e com os títulos que efetivamente compõem a sua carteira;

Vedação da vinculação da taxa de performance a percentuais inferiores a 100% do parâmetro de referência;


Cobrança por período, no mínimo, semestral;


O cálculo da performance só pode ser feito após a dedução de todas as despesas, inclusive a taxa de administração. Não pode haver a cobrança de taxa de performance se o valor da cota do fundo for inferior ao seu valor por ocasião da última cobrança efetuada.


Pode haver exceções em relação à cobrança da taxa de performance nos fundos destinados exclusivamente a investidores qualificados, e outros específicos, que poderão cobrá-las de acordo com o que dispuser o seu regulamento.


No Brasil, por conta das normas da CVM, todas as taxas do fundo devem ser obrigatoriamente descontadas antes do valor da cota, e, portanto, da rentabilidade divulgada. Assim, quando se compara a rentabilidade de fundos, o que se vê é o resultado líquido que o fundo obteve, já descontadas as taxas. Por isso, um fundo com custos mais altos, mas que tenha melhor resultado, poderá ser comparado com outro de custos e resultados mais baixos.


Essa forma de divulgação do valor das cotas é boa, porque facilita a comparação dos resultados. Porém, para descobrir as taxas incidentes sobre um fundo será sempre necessário consultar os seus documentos, como o regulamento ou a lâmina de informações essenciais.


Outras despesas debitadas do fundo costumam ser: despesas de corretagem, de custódia e liquidação financeira de operações e de auditoria.


É indispensável que o investidor consulte o regulamento para conhecer as taxas que são cobradas pelo fundo, pois essas podem variar consideravelmente.


Para facilitar a opção do investidor, a CVM disponibiliza em sua página na internet www.cvm.gov.br informações sobre as taxas dos fundos de investimento.


Composição da carteira dos fundos de investimentos


O patrimônio dos fundos é investido em ativos financeiros, que compõem o que se chama de carteira do fundo. Esses ativos podem ser de várias classes, de emissores públicos ou privados, emitidos no Brasil ou no exterior. São inúmeras opções disponíveis.


No entanto, a escolha dos gestores é limitada por regras impostas pela regulamentação, e que restringem a sua liberdade de atuação.


De um lado, é preciso respeitar os chamados limites de concentração, que buscam mitigar riscos relacionados ao excesso de concentração dos investimentos em uma mesma modalidade de ativo, em um mesmo emissor, ou em ativos no exterior.


Além disso, os fundos de investimento são divididos em classes, que transmitem uma noção de quais ativos financeiros podem fazer parte de sua carteira de investimento.


Essas regras, de forma geral, ajudam a compreender a composição da carteira dos fundos de investimento, indicam o nível de risco assumido pelos fundos, assim como a expectativa de retorno, e se constituem, portanto, em ferramenta fundamental para análise e decisão dos investidores.


O administrador


O administrador é a instituição que constitui o fundo e aprova, no mesmo ato, o seu regulamento, documento no qual são estabelecidas as regras de funcionamento do fundo, o seu objetivo e a sua política de investimento.


Podem ser administradores de fundos de investimento as pessoas jurídicas autorizadas pela CVM para o exercício profissional de administração de carteiras de valores mobiliários.


O administrador é responsável por um conjunto de serviços relacionados direta ou indiretamente ao funcionamento e à manutenção do fundo. Desde gestão da carteira, de consultoria de investimentos, de atividades de tesouraria, de escrituração e distribuição das cotas, de custódia dos ativos financeiros que compõem a carteira, de formador de mercado, de classificação de risco, dentre outros. Esses serviços podem ser contratados com terceiros habilitados e autorizados, sempre com a fiscalização do administrador.


Cabe também ao administrador contratar obrigatoriamente um auditor independente, que deverá ser registrado na CVM, para auditar anualmente as demonstrações contábeis do Fundo.


Além disso, a elaboração e divulgação das informações periódicas e eventuais do fundo é de responsabilidade do administrador, que também deve manter serviço de atendimento ao cotista, para prestar esclarecimentos e responder às reclamações.


O gestor da carteira


O gestor da carteira é o profissional (pessoa física ou jurídica) responsável pelos investimentos realizados pelo fundo. É quem decide quais ativos financeiros irão compor a sua carteira, quando e quanto comprar ou vender de cada ativo, sempre observando as perspectivas de retorno, risco e liquidez. Tendo em vista a política de investimento e os objetivos definidos no regulamento.


É o gestor quem seleciona e se relaciona com os intermediários contratados para realizar essas operações, e emite as ordens de compra e venda em nome do fundo. Ele também tem poderes para exercer o direito de voto decorrente dos ativos financeiros detidos pelo fundo. O papel do gestor pode ser desempenhado pelo próprio administrador do fundo ou por terceiro contratado para a função.

Informações importantes


O administrador do fundo e os terceiros contratados respondem solidariamente por eventuais prejuízos causados aos cotistas em virtude de condutas contrárias à lei, ao regulamento ou aos atos normativos expedidos pela CVM.


Tanto o administrador como o gestor devem adotar as políticas, procedimentos e controles internos necessários para que a liquidez da carteira do fundo seja compatível com os prazos previstos no regulamento para pagamento dos pedidos de resgate e o cumprimento das obrigações do fundo.


Vantagens em investir


Gestão profissional

Fácil acompanhamento

Diversificação da carteira de investimentos

Possibilidade de aplicar com poucos recursos

Diversidade de Fundos


Suas desvantagens


Custos

Falta de autonomia

Liquidez

Confiabilidade da gestão


E nunca se esqueça, ao investir tenha sempre o hábito de acompanhar suas aplicações, mantenha o seu gerenciamento de risco e não se desvie do seu perfil de investidor!

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